Por Sérgio Pires
O cenário de endividamento que asfixia as famílias nas periferias brasileiras ganhou uma nova perspectiva nesta sexta-feira (08). Em entrevista exclusiva ao Link News, da Record News, o Ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, detalhou como o Desenrola 2.0 pretende ser o motor de retomada não apenas para as empresas, mas para o cidadão que luta para equilibrar as contas do mês.
O Caminho para a Periferia Limpar o Nome
Para quem vive nas bordas das grandes cidades e viu o custo de vida subir enquanto o poder de compra caía, o Desenrola 2.0 surge como uma ponte para a dignidade financeira. Segundo o ministro, a nova fase do programa foca na viabilidade real de pagamento.
“O pagamento de dívidas com juros baixos vai dar fôlego para os empresários investirem e contratarem mais”, afirmou Pereira, destacando que o programa cria um ciclo positivo: o cidadão paga o que deve e o empresário, com o caixa restabelecido, gera novos empregos para essa mesma população.

Lições do Passado e Foco no Futuro
O ministro reconheceu que a primeira versão do programa enfrentou desgastes devido a “problemas mundiais externos”, mas defende que o Desenrola 2.0 está mais maduro. Para os Microempreendedores Individuais (MEIs) — figura central na economia das comunidades —, há um estudo em curso para o aumento de limites, embora o governo mantenha cautela com a responsabilidade fiscal.
Reforma Tributária: Uma Revolução de Longo Prazo
Durante o programa, o ministro Paulo Henrique Pereira ainda classificou a reforma tributária como uma “revolução” necessária para o país. No entanto, deixou um alerta sobre o tempo de maturação:
- Transição: A implementação completa levará 20 anos.
- Objetivo: Garantir que a adaptação seja suave tanto para o consumidor quanto para o pequeno empreendedor da periferia, evitando choques econômicos imediatos.
Tensões Políticas: O Caso Jorge Messias
Encerrando a entrevista conduzida por Gustavo Toledo, o ministro lamentou a rejeição de Jorge Messias (AGU) para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado. Para Pereira, a decisão foi um equívoco histórico: “É uma coisa inédita no país. A Suprema Corte brasileira perdeu um grande jurista”.
Serviço: A íntegra da entrevista está disponível no canal do YouTube da RECORD NEWS. O programa Link News vai ao ar de segunda a sexta, às 16h10.


