MEMÓRIA: A longa espera pela construção do Hospital Geral de Pedreira

Relembre a promessa feita em 1997 sobre a conclusão das obras do equipamento de saúde que hoje homenageia o Padre Maurílio Maritano.

Por Sérgio Pires

Publicado originalmente em fevereiro de 1997 / Atualizado em Novembro de 2026

A conclusão das obras do atual Hospital Geral de Pedreira – Padre Maurílio Maritano, localizado na Rua Domingos Galeteri Blota, continuava sem uma data definida no início de 1997. É o que mostrava a reportagem publicada originalmente na edição impressa de fevereiro de 1997 do jornal O Bairro (foto do acervo acima).

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Naquela época, com a estrutura abandonada há seis anos — desde o governo Fleury, após ter sido iniciada em 1989 no governo Orestes Quércia —, a paralisação gerava enorme apreensão e transtornos para os moradores do distrito da Pedreira e de toda a Cidade Ademar.

O drama da distância por atendimento médico

A falta de um hospital de referência no próprio bairro obrigava a população a buscar socorro em unidades distantes, enfrentando longas horas de deslocamento e filas de espera. Na reportagem de 1997, o aposentado Francisco Marçal relatava o drama cotidiano da comunidade:

“Por não ter um hospital na região, tenho que ir até o Hospital Santo Amaro. Levo cerca de duas horas para ser atendido, às vezes tenho sorte e sou atendido em cinco minutos”, lamentava na época.

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Dona Margarida Antônia, também moradora da região, destacava a rotina de incerteza no atendimento:

“Se tivesse algum hospital aqui no bairro seria mais fácil para os moradores. Sempre vou ao Pronto-Socorro da Cidade Ademar, lá demoro cerca de quatro horas para ser atendida, às vezes pedem para eu voltar em outro dia”, contava.

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Promessas de 1997 e a conquista comunitária

Em fevereiro de 1997, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo informava que a estrutura — que tinha apenas 50% das obras concluídas — figurava no “Plano de Priorização” daquele ano e previa a entrega em até dois anos.

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Anos mais tarde, a mobilização popular e a pressão de lideranças comunitárias resultaram na finalização e inauguração do complexo hospitalar. Em reconhecimento a essa luta histórica, o equipamento passou a se chamar oficialmente Hospital Geral de Pedreira – Padre Maurílio Maritano, homenageando o sacerdote e missionário que esteve à frente das reivindicações do bairro por melhorias na saúde pública.

Esta publicação faz parte da seção Memória do jornal O Bairro do Cupecê, resgatando fatos e lógicas históricas que ajudaram a construir e transformar a Zona Sul de São Paulo.

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