O balanço dos estragos, ruas ilhadas e os pontos críticos de alagamento que sufocam a Cidade Ademar. Região foi destaque em vários portais de notícias sobre os alagamentos na Cupecê, principalmente a matéria do G1, na altura da Casa Palma.
Com o retorno das fortes chuvas, moradores contabilizam prejuízos materiais, comércio fechado e o colapso de vias estratégicas tomadas pela lama e pela enxurrada.
As recentes e violentas tempestades que desabaram sobre a Zona Sul de São Paulo deixaram um rastro de destruição e transtornos na Cidade Ademar, transformando o cotidiano dos moradores em um cenário de guerra contra a lama. O transbordamento crônico de córregos da bacia do Zavuvus fez com que o volume de água invadisse residências, destruísse móveis e paralisasse o comércio local, evidenciando a fragilidade histórica da infraestrutura urbana da região.
O principal eixo viário do distrito voltou a registrar pontos intransitáveis. Na Avenida Cupecê, os trechos mais críticos e recorrentemente tomados pela enxurrada concentraram-se na altura do número 4.800 (próximo ao Jardim Miriam), nas imediações do cruzamento com a Avenida Yervant Kissajikian e na altura da Rua Baltazar Góis. Nesses locais, a água acumulada alcançou a altura das portas de carros e comércios, formando verdadeiras lagoas que impossibilitaram a circulação de pedestres e veículos.
Os estragos também atingiram com força ruas e travessas importantes dos bairros do entorno. Moradores registraram graves alagamentos e invasão de água nas residências situadas na Rua Alfeu Tavares, na Rua Professor Djalma Bento, na Rua Manuel de Teves e ao longo de trechos da Avenida Interlagos nas proximidades da divisa. Além dos prejuízos materiais e do medo constante de novas cheias, o acúmulo de lixo e detritos arrastados pela correnteza gerou um forte risco sanitário para quem vive nas áreas mais baixas.
A revolta da comunidade é unânime: enquanto a prefeitura e os órgãos competentes se limitam a emitir alertas de estado de atenção, a população cobra o avanço urgente de obras estruturais de macrodrenagem, a limpeza e o desassoreamento preventivo dos córregos e a construção de piscinões capazes de conter o volume de água antes que novas tragédias familiares e econômicas voltem a assolar o coração da Cupecê.


